o “não era pra ser”
Não consigo entender porque os homens nos acham seres complexos. Nós, mulheres, somos tão óbvias e previsíveis que chega a ser monótono. Isso ficou evidente na última sexta-feira, quando fui assistir à peça Os homens são de Marte... e é pra lá que eu vou, com a Mônica Martelli. O texto nada mais é do que uma visão feminina do “amor”.
Ao nos depararmos com “aquele” boph, sempre achamos que ele é “cara”. Que vai casar com a gente, que vai ser o pai dos nossos filhos, que vai envelhecer ao nosso lado – imprescindível dizer que todos estes momentos são devidamente imaginados feito um filme nas nossas mentes férteis.
Acontece que, depois que abrimos as pernas, ele some – aqui, observamos uma característica previsível no que tange o universo masculino. Para justificar de alguma maneira toda a esperança depositada no “relacionamento” – aliás, relacionamento este que só existe na nossa cabeça, pois pra eles não passamos de mais um corpo, ou passatempo -, nos resumimos dizer o clássico “não era pra ser”. Francamente, quem nunca se valeu desta desculpa esfarrapada para explicar um pé bem dado na bunda?
Mas agora, o problema não é falar ou pensar isso. O problema é a quantidade de vezes que temos que repetir esta frase infame ao longo da vida. Eu já perdi a conta, inclusive. A solução? Acho que cabe muito mais a nós uma mudança do que esperar pelos homens. As mulheres precisam estar seguras de si e esquecer o desespero, afinal, como me disseram há uns meses – e eu chorei ao ouvir – “o que é teu tá guardado”. Esperemos.
Ao nos depararmos com “aquele” boph, sempre achamos que ele é “cara”. Que vai casar com a gente, que vai ser o pai dos nossos filhos, que vai envelhecer ao nosso lado – imprescindível dizer que todos estes momentos são devidamente imaginados feito um filme nas nossas mentes férteis.
Acontece que, depois que abrimos as pernas, ele some – aqui, observamos uma característica previsível no que tange o universo masculino. Para justificar de alguma maneira toda a esperança depositada no “relacionamento” – aliás, relacionamento este que só existe na nossa cabeça, pois pra eles não passamos de mais um corpo, ou passatempo -, nos resumimos dizer o clássico “não era pra ser”. Francamente, quem nunca se valeu desta desculpa esfarrapada para explicar um pé bem dado na bunda?
Mas agora, o problema não é falar ou pensar isso. O problema é a quantidade de vezes que temos que repetir esta frase infame ao longo da vida. Eu já perdi a conta, inclusive. A solução? Acho que cabe muito mais a nós uma mudança do que esperar pelos homens. As mulheres precisam estar seguras de si e esquecer o desespero, afinal, como me disseram há uns meses – e eu chorei ao ouvir – “o que é teu tá guardado”. Esperemos.













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